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Postado em 08/10/2017 às 18:36

Cantor e jornalista Sebage lançou livro na Bienal do Livro

Urupema Jornalismo e Comunicação

Dionísio Soares

O jornalista, músico e poeta Sebage lançou na última quinta-feira (5), o livro de poesia “Álbum de Família” que integra uma trilogia, intitulada “A Melancia”, que Sebage começou a escrever ainda na década de 1990, quando morava na capital paulista. Trata-se, como ele define, de uma “coletânea de fragmentos e poemas beat e alguma letra de música”.

 

A obra publicada pela Graciliano Ramos, de 60 páginas, é o terceiro volume da coleção. “Os outros dois são ‘Filmes eróticos e algumas Epifanias’ e ‘Anjos, Demônios e Homens bonitos ou O Consorte’. Minha poesia não tem métrica e tem pouca rima. Tem musicalidade. O que significa dizer que, para mim, poesia é música, e quando faço música, quando canto, quando escrevo versos musicais, eu me encontro com deus e me conecto com a minha alma, o meu espírito ancestral e universal.”

 

Em entrevista à comunicação da editora, Sebage afirma escrever poesia para se “tornar dono” de si mesmo. “Sem a poesia, sou um peixe fora d'água, desconectado. Embora pareça estreante, participei de coletâneas quando estudava Jornalismo na Ufal, nos anos 1980, e, mais recentemente, num caderno publicado pelo coletivo Frente e Verso. Escrevendo eu me equilibro na corda bamba sobre um precipício em chamas ou sobre um mar revolto em noite de tempestade”, diz o poeta, imaginando-se, quando escreve, “caminhar sobre as águas”.

 

“Assim eu me torno um profeta ou um mago. É toda uma delícia de escapar do abismo, construindo uma felicidade que, bem, todo esse tempo ficou trancafiada numa gaveta, esperando essa hora chegar. É quando finalmente encontrarei meu leitor.”

 

Para Sebage, a inspiração surge “nos lugares” onde vive e viveu. “Vem das pessoas com as quais convivo ou convivi e das paixões e aventuras que envolvem amizade, traições, sexo e religião. E família, claro. Acho o resultado desse meu primeiro livro solo, com um trabalho de composição e revisão que durou uma década, bastante estético dentro da proposta musical beatnik que eu pretendi. Busquei uma identidade própria, criando nuances de linguagem e apresentando um conteúdo sincero, apaixonado e memorialista.”

 

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