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Postado em 26/06/2020 às 23:50

Empresa compartilha medidas sanitárias para inspirar negócios em reabertura

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Foto: Assessoria

Alagoas se prepara para a retomada gradual do comércio e outros serviços a partir da próxima segunda-feira (15) e muitas organizações trabalham na construção de protocolos sanitários que possibilitem o retorno tranquilo e seguro das atividades econômicas. Outras empresas, todavia, prestadoras de serviços essenciais, já passaram pelo processo de aprendizado e estão aptas a compartilhar experiências de sucesso na adaptação de suas rotinas de trabalho nesse novo mundo que se desenha.



A Maritime Ship Service, por exemplo, é uma ship chandler, uma empresa que fornece produtos e serviços aos navios para que tudo opere em harmonia durante a navegação no mar. Desde o início da pandemia, esta área de atuação foi incluída pela International Maritime Organization (IMO), agência especializada da ONU, no rol dos "trabalhos chave" em todo o planeta.
 

“Nossa empresa não pôde parar de funcionar porque precisava garantir a alimentação e a manutenção a bordo das embarcações. Sem esse tipo de serviço, os navios parariam e as cargas mundiais não poderiam ser transportadas, então seria um caos completo se os navios não pudessem operar, teríamos um verdadeiro desabastecimento global”, explicou Thiago Nascimento, diretor da Maritime Ship Service.
 

Estima-se que 90% de toda carga global seja transportada pelo meio marítimo. Mesmo com sede em Maceió, a Maritime atende embarcações em quase todos os portos da Região Nordeste e, para seguir trabalhando em meio a um cenário ainda desconhecido, precisou adotar procedimentos sanitários que garantissem o cuidado com a equipe, os clientes e, também, a segurança da mercadoria oferecida a bordo.
 

Cuidados com a equipe

De acordo com o diretor, ainda em fevereiro, toda a sua equipe recebeu Kits contendo álcool em gel e máscaras para proteger a todos que tivessem algum tipo de contato externo, como parte dos equipamentos de proteção individual (EPIs). A fixação de cartazes e a realização de reuniões sobre a importância da prevenção fizeram parte das estratégias de conscientização da equipe.



“Com o agravamento da pandemia, tivemos que adotar um protocolo ainda mais rigoroso. Criamos um posto de triagem na nossa empresa onde para ter acesso a sede, qualquer pessoa – inclusive os funcionários – precisa ter a temperatura verificada, responder algumas perguntas sobre eventuais sintomas e higienizar as mãos”, afirmou.



A Maritime fez investimentos estratégicos: contratou mais uma pessoa para cuidar apenas dos serviços de triagem; instalou pontos de álcool em gel e um protocolo de limpeza das maçanetas das portas; as estações de trabalho ganharam maior distanciamento e alguns funcionários passaram a atuar em home office. Na empresa, a distribuição e controle de EPIs, principalmente os descartáveis, foi reforçada.
 

“Além do investimento em equipamentos, ainda dobramos nosso setor de Recursos Humanos. Era preciso manter uma proximidade ainda maior com toda equipe. Precisamos, em primeiro lugar, proteger nossos funcionários. Sem eles não há empresa. As pessoas precisam se sentir seguras para poder trabalhar”, revelou Thiago Nascimento.
 

Aprendizado constante

No começo, foi necessário um trabalho forte de conscientização, onde a liderança precisou trabalhar duro para criar a cultura da proteção. “Nós gravávamos vídeos e postávamos em nossos grupos de trabalho. Fizemos vídeos também direcionados aos familiares dos funcionários, tranquilizando-os sobre os cuidados adotados na empresa e pedindo também que eles ajudassem na higienização dos fardamentos e EPIs”, contou.


Hoje, os protocolos de segurança sanitária já são uma realidade totalmente implantada na Maritime Ship Service. “Amadurecemos muito e o aprendizado é diário. O mar está revolto em todos os níveis e em todos os setores. O psicológico de todos está mais sensível. Nossa alternativa tem sido trabalhar nossos limites, descobrindo novas maneiras de seguir realizando nossas atividades”, revelou.
 

Por fim, Thiago Nascimento aponta outro critério onde o rigor também cresceu: o atendimento ao cliente, que passou a exigir medidas de segurança sanitária. E ele acredita que essa será uma realidade que os empresários de todos os setores passarão a encontrar uma vez que o isolamento social seja suspenso.
 

“Para o nosso cliente, que são navios nacionais e internacionais, o contato externo é a única fonte de contaminação da tripulação. Já no comércio varejista ou na prestação de serviços como os de alimentação, beleza e hospedagem, o contato entre funcionários e público acontece o tempo todo”, exemplificou.

E isso é longe de fazer alarde, mas apontar para a necessidade de entender todo o cenário para reconquistar o público. “Cada empresa precisará atualizar seu formato de funcionamento e atendimento. Quando nós aceitamos que essa é a realidade, as adaptações e a sobrevivência se tornam possíveis e viáveis”, atestou o diretor da Maritime.
 

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